Rio Grande do Sul

De Cambará do Sul a Urubici: Um roteiro pelos Aparados da Serra

De Cambará do Sul a Urubici: Um roteiro pelos Aparados da Serra
16 ago 2015
Atualizado em: 24/08/2017

A ideia de percorrer toda a região dos Aparados da Serra Geral surgiu quando eu planejava um passeio curto com a família pela Serra Catarinense. Sempre dou uma olhada no mapa antes e o que encontrei lá desta vez acabou esticando meu roteirinho inicial até o Rio Grande do Sul. Explico:

A região de Urubici, em Santa Catarina é conhecida pelas belas paisagens montanhosas. O que a gente muitas vezes não se dá conta é que esta região é uma das pontas da Serra Geral, onde fica maior conjunto de cânions do Brasil.

Urubici: Pontos turísticos e aconchego na Serra Catarinense

Serra do Corvo Branco (SC), Cânion Fortaleza e Cânion Itaimbezinho (RS).

Serra do Corvo Branco (SC), Cânion Fortaleza e Cânion Itaimbezinho (RS).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os gigantescos paredões seguem paralelos ao litoral de Santa Catarina até o nordeste da Serra Gaúcha. Ali, no município de Cambará do Sul, já no Rio Grande do Sul, fica o Parque Nacional dos Aparados da Serra. Na verdade, uma pequena parte do conjunto todo.

Cambará do Sul: Como chegar aos maiores cânions do Brasil

Este lugar já foi cenário de cinema, de televisão (lembra da série A Casa das Sete Mulheres?). Tudo ali perto, me chamando para uma aventura pelas montanhas do sul, certo?

Do ponto de vista geográfico, é perfeito! Já do logístico… Acabei descobrindo na prática porque as serras gaúcha e catarinense parecem tão distantes quando, na verdade, uma tem tudo a ver com a outra. Mas aí eu já estava no meio do caminho, com duas crianças animadas no carro e a curiosidade a mil.

O melhor é que agora eu conto tudo aqui e você pode planejar a viagem de acordo com seu perfil de viajante.

Nosso roteiro pelos Aparados da Serra

Mapa Aparados da Serra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cambará do Sul, no Rio Grande do Sul, e Urubici, em Santa Catarina, foram nossas principais bases. Programamos duas noites em cada uma e mais uma noite em São Joaquim, que fica no meio do caminho e perto da Serra do Rio do Rastro.

Veja no mapa que, na região de serra, a maioria das estradas são de terra. Andar ou não por elas faz toda a diferença na hora de planejar a viagem.

Da BR 101 até Cambará do Sul

Distância de Florianópolis a Cambará do Sul
Via Turvo: 318 km (trechos de terra)
Via Praia Grande: 333 km (trechos de terra)
Via Rota do Sol: 414 km (asfaltada)

Partindo de Curitiba, seguimos para o sul pela BR 101, duplicada na maior parte do trecho. O GPS indica entrar na BR 285, após Araranguá, em direção a São José dos Ausentes e depois desviar para o sul. Mas uma ligação para o dono da pousada em Cambará me fez mudar a rota.

O caminho tem pelo menos 70 quilômetros de estrada de areia e pedra, parte deles montanha acima. Até gosto de aventura, mas não tenho carro 4×4 e estava anoitecendo. Aceitei o conselho de continuar pela BR 101 até Torres e pegar a Rota do Sol, que liga o litoral a Caxias do Sul.

Quem vem do sul, tem a opção de entrar a estrada para Praia Grande via SC 290. Mas também vai encarar a serra em estrada de chão. No final, esta estrada passa pelo Parque Nacional dos Aparados da Serra.

Em Cambará do Sul

Cânion Fortaleza - Cambará do Sul

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ONDE FICAMOS:
A Pousada Curucacas (RS 020, saída para Ouro Verde, km 1. Fones: 54 3251 1123/54 9956 7042) uma das mais antigas da região, fica a um quilômetro da cidade. Tem bom preço para 4 pessoas e jantar incluído. O quarto tem sistema de aquecimento e o dono gosta de dar informações, o que me ajudou imensamente.

ONDE COMEMOS:
Almoçamos um belo rodízio de trutas (R$67,50) no Restaurante O Casarão (Rua Padre João Fancisco Ritter, 247). O preço único inclui o buffet com massas, caldos e ótimas verduras orgânicas produzidas ao lado do restaurante.

COMO VISITAR OS CÂNIONS DE CAMBARÁ DO SUL
Cãnion Itaimbezinho

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As agências da cidade oferecem várias opções de passeios, de trekkings a trajetos de bicicleta e veículos 4×4. Mas é fácil chegar por conta própria às principais atrações.

A atração mais famosa é o Cânion Itaimbezinho, dentro do Parque Nacional de Aparados da Serra, a 23 quilômetros da cidade. É o parque mais antigo e organizado, com duas trilhas sinalizadas, centro de visitantes e banheiros.

É interessante mas, tenho que confessar, eu me apaixonei mesmo foi pelo Cânion Fortaleza, que fica quase na mesma distância mas por outra estrada. Quase não há infraestrutura lá, mas admirar a vista do alto dos platôs com o vento no rosto é daquelas experiências que fazem uma viagem valer a pena. Conto os detalhes aqui.

De Cambará do Sul a São Joaquim

Distância Cambará do Sul a São Joaquim
Via Rota do Sol, BR 101, Serra do Rio do Rastro e Bom Jesus da Serra: 370 km
Via São José dos Ausentes: 128 quilômetros, a maior parte sem asfalto

De novo, a dúvida sobre o melhor trajeto. Por incrível que pareça, o caminho mais curto entre as duas cidade, e portanto os dois estados, via São José dos Ausentes, ainda é de terra. Seguir por ela depende das condições do tempo, da estrada (converse antes com o pessoal da cidade) e da sua disposição para solavancos.

Acabei retornando para a BR 101 pela Rota do Sol. Além da tranquilidade (crianças, tempo, euzinha no voltante…), ficou mais fácil incluir a Serra do Rio do Rio do Rastro no roteiro.

Serra do Rio do Rastro

Serra do Rio do Rastro - Como chegar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com asfalto e tudo, subir esta serra foi uma das maiores emoções desta viagem. Os doze quilômetros mais fascinantes e assustadores que já percorri dirigindo renderam uma história a parte:

Como é ( de verdade) subir a Serra do Rio do Rastro

A subida termina no mirante de Bom Jardim da Serra. Acho que só recuperei o folêgo diante de uma xícara de chocolate quente (R$5,00) no Café Restaurante Mensageiro da Montanha.

Onde comer no caminho:
O melhor lugar pra almoçar depois da serra é a Churrascaria Cascata, a 6 quilômetros do mirante. Tem buffet de comida campeira e boa carne mas o que eu mais gostei foi do “quintal”: uma belíssima paisagem com gramados para descansar e um rio de águas cristalinas.

São Joaquim

O que ver em São Joaquim I

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A maioria das pessoas acaba esperando mais do que encontra. Ok, a cidade não é assim uma Gramado, mas vem se organizando para aproveitar a fama de cidade mais gelada do Brasil. Além de conhecer a cidade e torcer pra nevar, é possível comprar vinhos, agendar visita nas vinícolas da região e praticar esportes de aventura.

São Joaquim: O que fazer além de esperar a neve

ONDE COMEMOS:
O Restaurante Pequeno Bosque (R. Major Jacinto Goulart, 212. Fone: 49 3233 3318) é o típico restaurante de serra. Serve uma boa sequência de fondue de queijo, carne e chocolate (R$79,00)e pratos a la carte. Gostei das trutas!

Restaurante Divino Grão (R. Major Jacinto Goulart, 175), que funciona quase em frente, é uma opção interessante e mais econômica. Tem ótimo atendimento e serve cafés, pratos executivos ótimos e bons vinhos, incluindo os produzidos na Serra Catarinense.

ONDE FICAMOS:
A ideia era fazer uma visita rápida mas decidimos pousar em São Joaquim na última hora por causa da previsão de neve. O serviço municipal de informações turísticas nos indicou a Pousada Boa Vista (R. Bernardino de Carvalho, 10 Fone: 49 3233 0397/9145 7155) uma hospedagem simples em residência familiar.
A família é atenciosa, o ambiente é aquecido pela lareira e pelo fogão a lenha. Mas não há aquecimento nos quartos, o que fez bastante falta no auge do inverno.

De São Joaquim a Urubici

Distância pela SC 110 : 62 quilômetros
Urubici- Atrações Turísticas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A estrada é uma delícia.Toda asfaltada e cercada por campos, montanhas, plantações de maçã e araucárias. Retornando para Bom Jardim, vire à esquerda no trevo a 15 quilômetros de São Joaquim.

Vale a pena parar no Mirante do Avencal, a cinco quilômetros de Urubici, para ter uma visão panorâmica da cidade.

Urubici

Serra do Corvo Branco

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Terminar a viagem aqui foi tudo de bom. A cidade é tranquila, aconchegante, tem bons lugares para comer e acesso fácil aos vales, cânions e cachoeiras da região.

ONDE FICAMOS
Pousada Rural Arroio da Serra( a 11 km da cidade. Fones: 49 3278 4244/ 49 9835 1336) faz parte do circuito Acolhida na Colônia, uma associação premiada de turismo comunitário que reúne pequenos agricultores orgânicos da Serra Catarinense. A família de descendentes de alemães nos recebeu em torno do fogão a lenha. Conto mais aqui:

Pousada em Urubici: Arroio da Serra, turismo rural com o sabor da colônia

ONDE COMEMOS EM URUBICI:
O Restaurante Müller (Av. Rodolfo Andermann, 886) tem sequência de fondue (R$60,00) e pratos a la carte, com ótimas trutas. Oferece também buffet de sopas no jantar.

O Paradouro Santo Antônio (Endereço: SC 416, km 370) fica no caminho para o Morro da Igreja e é uma ótima opção para almoçar na volta. A carne, deliciosa, é assada no sistema de parilla. O prato individual de entrecot com carne de raças britânicas sai por R$49,00

PRINCIPAIS PONTOS TURÍSTICO DE URUBICI

Há muito o que fazer mas as atrações mais interessantes são o Morro da Igreja e a Serra do Corvo Branco , os dois a menos de 30 quilômetros da cidade.

A estrada até o Morro da Igreja, a 1822 metros de altitude, é toda asfaltada.Com tempo bom, é possível avistar todo o vale e o Morro da Pedra Furada. A entrada é gratuita, mas é preciso retirar a autorização no posto do ICMBIO, que administra o Parque Nacional de São Joaquim (Rua Felicíssimo R. Sobrinho, 1542, centro. Fone: 49 3278 4994).

No início da Serra do Corvo Branco.

No início da Serra do Corvo Branco.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Já a estrada que atravessa a Serra Do Corvo Branco,a mais antiga da região, continua sem asfalto. Mas não é preciso descer para admirar. O início imponente, entre dois gigantescos paredões de pedra e a paisagem do mirante já valem a visita. Preparei um post completo sobre as cidade e as atrações de Urubici:

Urubici: Turismo e aconchego na Serra Catarinense

De Urubici à BR 101

Distância até Florianópolis pela SC 110 e BR 282: 171 quilômetros

A descida da serra é bem mais tranquila por este caminho, ao norte dos cânions maiores.

Minha conclusão: o roteiro vale a pena?

Com certeza! O único porém é realmente logístico. Com a opção de evitar as estradas de terra do interior, fomos obrigados a subir e descer a serra duas vezes. O que aumentou o desgaste e o tempo na estrada.

Se você não quer pegar estrada de terra e não tem muito tempo, uma boa alternativa é incluir os cânions de Cambará do Sul em uma viagem para Gramado. A distância é de apenas 120 quilômetros mas não deixe de programar ao menos uma noite em Cambará.

Na serra catarinense, Bom Jesus da Serra, São Joaquim e Urubici formam um roteiro sob medida para três ou quatro dias sem muita complicação logística. Dá para subir pela Serra do Rio do Rastro e voltar direto para Florianópolis pela Br 282.

O ideal mesmo é que os planos para asfaltar a estrada entre São Joaquim e Cambará do Sul saíssem do papel. Daí o roteiro ficaria perfeito, o que seria ótimo para estimular o turismo nas serras de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Se você já fez este roteiro e optou pelas estradas de terra, eu adoraria saber como foi!

FOTOS: Cassiana Pizaia

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Veja os outros posts do nosso roteiro pelos Aparados da Serra Geral:

Cambará do Sul: Como chegar aos maiores cânions do Brasil
Como é ( de verdade) subir a Serra do Rio do Rastro, em Santa Catarina
São Joaquim: O que fazer além de ver a neve
Pousada em Urubici: Arroio da Serra, turismo rural com o sabor da colônia
Urubici: Pontos Turísticos e aconchego na Serra Catarinense.

por Cassiana Pizaia
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comentários

  1. Marcelo
    14 out 2015

    Pretendo fazer esse roteiro invertido, excluindo São Joaquim, e iniciando em Urubici, partindo então para a Rio do Rastro depois os Canions. Obrigado pelas informações.

    • Cassiana Pizaia
      16 out 2015

      É um belo roteiro, Marcelo. Verifique bem as estradas que vai pegar no Rio Grande do Sul e uma ótima viagem para você!!

      • Marcelo
        20 out 2015

        Vou com um veículo 4×4 para descer de Cambará para Praia Grande.
        Você teve dificuldades em planejar os passeios sem acompanhamento de guias?

      • Cassiana Pizaia
        20 out 2015

        É uma boa ideia, Marcelo. Sobre o planejamento, a maior dificuldade foi mesmo escolher a estrada entre o litoral e a região dos Aparados, no Rio Grande do Sul. Já em Cambará, é tudo muito tranquilo. Como fiz os passeios mais clássicos, não precisei de guia em nenhum momento. Se quiser algo mais radical, há agências de turismo que oferecem passeios específicos. Caso contrário, se surgir alguma dúvida quando estiver lá, basta conversar com o pessoal da pousada. Boa viagem!

  2. joao paulo
    03 fev 2016

    ola cassiana. quando li o titulo do post nao acreditei. achei que ninguem se interessava por esse percurso. fiz o trajeto de praia grande ate urubici só pelas estradas de chão. foi incrivel, emocionante, dificil, deu medo e simplismente belo. quero um dia fazer novamente o mesmo trajeto. muito legal saber que voçe fez essas escolhas pelo asfalto. tambem tive essa mesma duvida. parabens pelo post. abraço, joao paulo

    • Cassiana Pizaia
      03 fev 2016

      Sabe que, se pudesse, João Paulo, teria ido pelas estradas de terra também!kkk Os trechos são beeeem mais curtos e parecem muito interessantes. Acabei optando pelo asfalto devido ao tipo do carro, estar com crianças e condições do tempo. Se você quiser escrever um relato deste seu trajeto por estradas de terra, ficarei muito feliz em publicar também aqui no blog. Abraço!

  3. Jane
    06 fev 2016

    Olá Cassiana,! Primeiramente, gostaria de parabenizá-la pela sua página. Muito rica em detalhes. Bem didática mesmo.
    Tenho uma dúvida, mas não sei se poderá me ajudar. De qualquer forma, ei-la: Pretendemos sair de SP, voando com destino a Porto Alegre. De lá, alugaremos um carro e partiremos até Cambará do Sul no mesmo dia. Nos hospedaremos por duas noites para conhecer os Canions e seguiremos para 4 noites em Gramado. Você acredita ser este um roteiro simples de executar?
    Como você, viajaremos com 2 filhos (7 e 18 anos)…Os Canions, de olhar, me dão arrepio, mas creio ser seguro para viajar com o pequeno, não é mesmo?
    Um forte abraço e desde já, meu muito obrigada!
    Jane

    • Cassiana Pizaia
      07 fev 2016

      Fico feliz que gostou, Jane. Obrigada! Você programou um roteiro muito interessante, unindo a beleza dos cânions com as delícias de Gramado ( nesta ordem, então, ficou perfeito!). Existem dois caminhos asfaltados para ir de Porto Alegre a Cambará do Sul. Pelo litoral,
      você pega a BR 101 até Terra de Areia, entra na Rota do Sol e, depois, na RS 020. A distância é de 241 km, um pouco mais longa, mas com a vantagem de vários trechos duplicados. O outro caminho é pelo interior. Você vai pela BR 290 até Gravataí e depois entra na RS 020, passando por São Francisco de Paula. A distância é 202 km. Na volta, dÁ pra ir direto de Cambará a Gramado , via São Francisco de Paula (124 km). Eu explico melhor estes caminhos neste post: http://www.aos4ventos.com.br/cambara-do-sul-como-chegar-aos-maiores-cânions-do-brasil . Sobre a segurança das crianças, recomendo um cuidado muito especial no Cânion Fortaleza, que não tem nenhum sistema de proteção e qualquer um pode chegar na beira do precipício. Meu pequeno tem 9 anos e foi bem tranquilo mas fiquei o tempo todo grudada nele rs. Uma ótima viagem pra vocês!

  4. Claudia Vilega Rodrigues
    07 maio 2016

    Vamos fazer um tour bem maior, saindo do estado de SP, passando por Foz do Iguaçu, mas vamos encaixar Cambará do Sul e Urubici (+ arredores), Eu estava me debatendo para entender a rota de Cambará para Bom Jardim da Serra e o seu blog deixou tudo muito claro em termos da rota. E legal também as dicas em geral. Sugiro explicitar o mês da viagem. Obrigada por compartilhar!

    • Cassiana Pizaia
      09 maio 2016

      Que bela rota, Claudia! Fico feliz em ter ajudado. Viajamos no mês de julho. Abraço!

  5. Camila Retameiro
    12 maio 2016

    Olá Cassiana! Parabéns pela sua página, suas descrições são ótimas e ajudam muito!
    Eu e meu namorado vamos viajar por esses lugares em agosto, sairemos do Rio de Janeiro de carro e após paradas para pernoite subiremos para Urubici pela Serra do Rio do Rastro, o próximo trecho é o que me traz dúvidas. Nós vamos de Urubici para Gramado e minha ideia era fazer o caminho que passa por Cambará do Sul, essa estrada é de terra? Qual seria o melhor caminho?
    Um grande abraço e desde já muito obrigada!

    • Cassiana Pizaia
      13 maio 2016

      Olá, Camila. Há dois caminhos possíveis. O caminho via São José dos Ausentes, pelo interior, é mais curto mas tem um trecho muito grande de terra entre São Joaquim e Cambará do Sul. Se você prefere asfalto, vale a pena descer a Serra do Rio do Rastro e seguir pelo litoral, subindo novamente a serra já no Rio Grande do Sul. O mapa do post pode te ajudar a visualizar melhor isso. Espero ter ajudado. Abraço!

  6. Sandro
    10 jul 2016

    Oi Cassiana! Gostei muito deste post porque pretendo fazer exatamente esse roteiro no final de setembro. Moro em Curitiba e vou à Cambará do Sul via BR-101. Depois pretendo voltar pela serra até Urubici, retornando à BR-101. Minha dúvida é sobre o tempo de visitação aos cânions. É possível visitar Itaimbezinho pela manhã e à tarde o Fortaleza, ou você acha que fica muito apertado?

    • Cassiana Pizaia
      11 jul 2016

      Sandro, se você tem pouco tempo, dá pra sim pra conhecer os dois no mesmo dia, desde que comece bem cedo. Eu visitei o Fortaleza pela manhã, almocei em Cambará do Sul e foi para o Itaimbezinho à tarde ( e estava com duas crianças!). Mas, se tiver um pouquinho mais de folga, vale a pena conhecer um em cada dia pra ter tempo de curtir os cânions com mais tranqüilidade. No tempo que sobra, dá pra passear em Cambará, almoçar com calma ou pegar a estrada. Boa viagem pra você!

  7. Jéssica
    19 jul 2016

    Oi Cassiana,

    Gostei muito do post!

    Já fui a Urubici, ficamos 2 dias por lá, e no terceiro dias fomos a Bom Jardim da Serra e descemos a Serra do Rio do Rastro em direção a BR 101. Tudo muito lindo, recomendo passar dois na cidade pois há muitas atrações.

    Estou programando um passeio aos Aparados da Serra. Como venho de Timbó e vou me hospedar em Cambará, o caminho passando por Lages parece mais vantajoso. Mas na volta gostaria de passar por Torres e Araranguá. A serra do faxinal é tentadora devido a distância, mas tenho um pouco de receio com relação a qualidade das estradas.

    O caminho pela Rota do Sol realmente vale a pena?

    Aguardo. beijos

    • Cassiana Pizaia
      21 jul 2016

      Jéssica, percorri a Rota do Sol e achei a estrada segura e bonita. É mais longe sim mas optei por ela justamente pela segurança e tranquilidade, já que estava com carro de passeio e crianças a bordo. Boa viagem pra você.

  8. Thiago Batista
    20 jul 2016

    Olá Cassiana, parabéns pela página, show.
    Em Agosto eu e mais dois amigos iremos fazer algo semelhante, saímos de SP com destino a Porto Alegre e vamos passar a tarde e dormir em Bento Gonçalves. No dia seguinte iremos para Gramado conhecer o Parque de Gelo e outras atrações (Museu de Cera, Vale dos Dinossauros, Salão de carros e mais duas que não me lembro), no dia seguinte é Canela (Parque do Caracol e Parque Alpen). No dia seguinte pela manhã vamos para Cambara do Sul, previsão de chegar lá as 10:00 hrs, iremos fazer um passeio de Land Rover de 04 hrs e 90 km pelas principais atrações da natureza (sem ser os Cânion). O próximo destino é Urubici, a principal dúvida é se vale a pena eu viajar na noite, pois o próximo destino é Urubici, o que você me sugere, devo ir de noite e parar em alguma cidade mais próxima de Urubuci, dormir e seguir viagem pela manha ou devo ir de manhã e chegar um pouco mais tarde em Urubici?
    Uma pena ninguém comentar como é a estrada de terra.
    Só para saber se entendi direito: Se eu for de Cambara para Urubici pela estrada de asfalto eu tenho que subir a serra do rio rastro? Pois a serra está em nosso itinerário.
    O que me sugere para fazer em Urubici em dois dias? Quantas horas você gastou pela estrada de asfalto?
    Finalizando a nossa viagem, sairemos de Urubici e voltaremos para Porto Alegre com uma outra parada em Cambara, nesse dia de manhã iremos fazer uma trilha no Cânion Fortaleza ou Itambezinho e de tarde iremos visitar o Cânion que não faremos o passeio. Está aí outra pergunta, qual dos Cânion você me sugere fazer a trilha e qual eu deveria deixar para visitar?

    Estamos indo de carro alugado, 1.6. É válido o aluguel de um carro SUV ou os carros comum dão conta?

    Desde já agradeço.

    • Cassiana Pizaia
      21 jul 2016

      Tiago, acho mais interessante posar em Cambará do Sul e viajar durante o dia para Urubici. Se optar pela rota asfaltada ( veja o mapa do post), você vai subir sim a Serra do Rio do Rastro. Neste caso a viagem é bem demorada. Eu levei umas seis horas para ir de Cambará a São Joaquim com paradas rápidas. De São Joaquim a Urubici é mais uma hora. A vantagem, além da segurança, é que a região é muito bonita e a viagem já rende um belo passeio. Se optar pela estrada de terra, via São José dos Ausentes, é melhor ir durante o dia também. Alguns trechos são isolados e pode ser difícil obter ajuda durante a noite. Moradores de Cambará me disseram que as condições da estrada variam muito de acordo com o clima. Como eu estava com carro de passeio, me recomendaram a rota asfaltada. Sobre Urubici, tenho um post completo: http://www.aos4ventos.com.br/urubici-pontos-turisticos-e-aconchego-na-serra-catarinense. Tanto o Cânion Fortaleza como o Itaimbezinho têm trilhas fáceis de percorrer, dá pra fazer uma pela manhã e a outra à tarde. A do Itaimbezinho é mais estruturada, a do Fortaleza é mais bonita ( na minha opinião). Eu fiz tudo com carro comum, incluindo trechos curtos de terra até os cânions. Um SUV pode ser útil se você optar pelas rotas mais longas sem asfalto. Espero ter ajudado.

  9. Dirk Lopes da Silva
    07 set 2016

    Oi, Cassiana.
    Sua página é maravilhosa e rica em detalhes para um turismo diferente, de aventura e ecológico. Show mesmo. Fiz com minha esposa roteiro parecido entre 11 e 20 de julho de 2015. Em Urubici ficamos numa pousada rural, mas ventou e choveu muito naqueles dias. A estrada que dá acesso ao Morro da Igreja estava interditada pela Aeronáutica porque árvores caíram lá. Em compensação, o volume da Cachoeira Véu de Noiva estava grande, impressionando até os donos da pequena venda na propriedade. A Serra do Corvo Branco também estava interditada na entrada e chovia muito. Havia uma pedra enorme na entrada, que rolou da encosta e não arriscamos passar. Também não tivemos sorte na Serra do Rio do Rastro porque chovia um pouco e a visibilidade foi prejudicada pela neblina quando a chuva parava. Viajamos até uma pousada no pé do Canyon Itaimbezinho, mas como ainda chovia, fomos pela Rota do Sol até Gramado, onde ficamos dois dias e finalmente fez um lindo sábado de sol. Viajamos 120 km até Cambará do Sul. Sugiro a todos leitores uma parada no Café Tainhas, no km 127 da RS-020. Passamos uma tarde maravilhosa e ficamos encantados com o Canyon Fortaleza, imponente. Mas preparem-se para aventura, porque não há banheiro algum após a entrada do Parque. Resolvemos descer a Serra do Faxinal, com um carro não muito apropriado. Foram 90 minutos para percorrer 45 quilômetros entre Cambará do Sul e Praia Grande, quando já anoitecia. Na mesma noite, ainda fomos até Florianópolis.

    • Cassiana Pizaia
      09 set 2016

      Que aventura, Dirk! Uma pena ter pegado chuva em Urubici. Vale a pena voltar e fazer de novo o roteiro na Serra Catarinense com tempo bom. Obrigada pela mensagem e pelas informações. Abraço!

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